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Construtoras são condenadas após família deixar apartamento em BH

Construtoras são condenadas após família deixar apartamento em BH

Construtoras Condenadas: A Importância da Qualidade Construtiva e a Proteção do Consumidor

Recentemente, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) confirmou a condenação de duas construtoras por graves problemas estruturais e de acabamento em um imóvel recém-entregue em Belo Horizonte. A decisão, proferida pelo 5º Núcleo de Justiça 4.0 – Cível Privado, reitera a responsabilidade das empresas em garantir a solidez e a qualidade das edificações, bem como o direito do consumidor à moradia segura e adequada.

O caso em questão evidencia como falhas na concepção e execução de obras podem levar à insatisfação e ao prejuízo dos adquirentes. Os problemas, que se manifestaram poucos meses após a entrega das chaves, incluíram infiltrações, descolamento de pisos, danos em rodapés e descascamento de portas. Tais vícios, decorrentes de falhas de projeto e execução, conforme apontado em laudo pericial, tornaram o imóvel inabitável a ponto de a família precisar se ausentar temporariamente, gerando danos materiais e morais significativos.

A defesa das construtoras, que tentou atribuir os danos à falta de manutenção preventiva por parte dos moradores, foi rechaçada pela Justiça. A magistrada relatora enfatizou que o surgimento dos defeitos logo após a ocupação afasta a tese de desgaste natural e que a persistência dos problemas, especialmente a impossibilidade de reparo em uma área crítica como a garagem devido à instalação inadequada de uma jardineira, demonstra a negligência das empresas.

Esta decisão serve como um importante precedente e alerta para o mercado imobiliário e para os consumidores. Reforça a necessidade de as construtoras cumprirem rigorosamente as normas técnicas e legais, garantindo a qualidade de cada etapa construtiva. Para os consumidores, destaca a importância de estar atento aos direitos previstos no Código de Defesa do Consumidor e de buscar o amparo jurídico em caso de vícios construtivos, assegurando que a casa própria seja sinônimo de segurança e bem-estar, e não de frustração e insegurança.

Fonte: O Tempo

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